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A FOTOGRAFIA EM PORTUGAL (III)

  • M. Botelho da Costa
  • 24 de ago. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de ago. de 2022


A FOTOGRAFIA NO PÓS - GUERRA

RESUMO HISTÓRICO

  1. Após as primeiras experiências e ainda em meados do séc. xix, a fotografia começou a ser usada para documentar o património construído, para testemunhar conflitos armados (guerra civil americana) e denunciar problemas sociais. No fim do século, alguns fotógrafos documentavam gentes nativas de África (Cunha Moraes) ou da América do Norte (Edward Curtis).


Já no séc. xx, entre as duas guerras, a fotografia de índole documental proliferou a um ritmo enorme, graças à imprensa.

Nos anos 30, a fotografia humanista despontava na Europa Central. Nos EUA, e ainda na década de 30, Dorothea Lange, Walker Evans e Russel Lee documentam as condições de vida dos agricultores.


Mãe migrante (Dorothea Lange)


No pós segunda guerra, o humanismo fotográfico atingiu o apogeu com a exposição "The Family of Man" que representava o nascimento, a velhice, a alimentação, o trabalho e o lazer, e foi inaugurada em Nova York, no MOMA, em 1955 (Costumes e paisagens, com uma visão, tanto etnográfica, como humanista e salonista).

Este optimismo na humanidade, dissipou-se com o surgimento de vários problemas sociais nos EUA – o McCarthismo e a caça às bruxas, a luta pelos direitos das mulheres, os direitos civis e o racismo, o assassínio de Kennedy.


É neste contexto que vários fotógrafos começam a mostrar olhares mais cáusticos e pessimistas sobre o Homem e a humanidade. Robert Frank, Hellen Levitt e Diane Airbus, que tinham participado na exposição “Family of Man” começam a seguir uma linha fotográfica, mais fria e dura. Este tipo de olhares ficou conhecido como “Social Landscape”. Um dos contributos para este movimento foi o livro “Les Americains”, de Robert Frank que percorreu os EUA em 1955-56, fotografando o modo de vida dos americanos.


ANOS 40, 50, 60 EM PORTUGAL

Portugal não entrou na segunda Grande Guerra, mas sofria restrições várias, controladas pelo Estado. Por outro lado, o regime autoritário do Estado Novo foi encaminhando a produção fotográfica para os salões, ligados ao regime e às corporações, servindo a propaganda que o governo queria divulgar. Houve, aliás, um fotógrafo - Rosa Casaco - que foi o autor das fotografias do livro "Férias com Salazar" de Christine Garnier, e que era inspector da PIDE.

Assim, e na década de 40 a nossa produção fotográfica estava à margem da tendência humanista que se estendia pela Europa e EUA.

As exposições nos salões eram organizadas, quer pelo Grémio Português de Fotografia quer por Grupos Recreativos e Culturais. Adelino Lyon de Castro e Artur Pastor eram salonistas consagrados. António Sena, no seu livro "História da Imagem Fotográfica em Portugal" chamava à estética dos salões, a "Fotogenia do Estado Novo".

Contrariando a tendência dos salões, alguns fotógrafos portugueses seguem caminhos diferentes. Dois arquitectos - Victor Palla e Costa Martins, retratam o espírito do povo português, publicando o livro (1959) "Lisboa, cidade triste e alegre", o qual aparece em fascículos, depois de exposições em Lisboa e no Porto.




Nota: este livro foi considerado em 2004, como um dos mais marcantes do mundo, no primeiro século e meio de história da fotografia.

Outros fotógrafos que se destacaram:

- Jorge Molder:

- Gérard Castello Lopes - expõe (único português) na exposição internacional - "Europa de postguerra 1945-1965"/Arte despues del diluvio

- Maria Lamas escreveu "As Mulheres do meu País" e tornou-se fotógrafa para conseguir obter as imagens para o livro.


ANOS 70 E SEGUINTES

A NOVA FOTOGRAFIA (> 1990)

 
 
 

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